Cuca quebra o silêncio sobre os casos de Robinho e Daniel Alves

Ex-treinador do Corinthians, Cuca saiu do Timão após duras críticas vindas da torcida que não o aceitavam devido a acusação de estupro ocorrido nos anos 80, na Suíça. Hoje treinador do Athletico Paranaense, Cuca faliu sobre os casos que envolvem os ex-atletas Robinho e Daniel Alves que, ao contrário dele, foram condenados pelo mesmo crime.

Em entrevista à imprensa, o comandante do Athletico Paranaense afirmou que seria mais um no movimento contra a violência às mulheres. Cuca, que teve anulado seu caso de abuso contra uma adolescente na Suíça, nos anos 80, não quis fazer juízo de valor sobre os casos dos brasileiros.

“Meu processo foi anulado, mas nem por isso – ou muito menos por isso – me sinto à vontade em comentar esse tema. No entanto, nas minhas reflexões, e durante minha última coletiva, eu disse, e continuo dizendo, que o silêncio é uma forma de covardia. Robinho e Daniel Alves foram jogadores de máxima excelência. Eu os admirei em campo. Atleticamente, foram grandes. Já fui treinador dos dois”, iniciou Cuca.

Em seguida, o treinador continuou falando sobre os casos e disse que não cabia à ele julgar os atletas, mas sim a Justiça dar o veredito. Para ele, o que foi imposto pela Justiça deve ser cumprido com efetividade.

“No campo jurídico, cabe à Justiça julgar e dar o veredito. E a nós, cumprirmos. No campo moral, o jogo é outro. Nesse campo moral, me restou o que entendo como um privilégio, que é o de poder buscar alguma forma de ajudar na transformação. Como? Falando sobre o assunto, me educando, buscando e propondo informação e conhecimento, criando e participando de ações efetivas fora e dentro do campo”, afirmou.

Robinho foi preso no litoral de São Paulo pela Polícia Federal e vai cumprir pena de nove anos de prisão por estupro na Itália. Já Daniel Alves, foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelo crime de estupro. Mas a Justiça espanhola divulgou que o jogador pode aguardar a decisão do recurso em liberdade desde que pague R$ 5,4 milhões (1 milhão de euros) à Corte.

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