Punição impede contratação de peso no Corinthians

Depois de trazer dois reforços antes do início das competições (Romero e Matheus Bidu) o Corinthians tem trabalhado com cautela no mercado da bola. A intenção da diretoria é primeiro liberar jogadores para aliviar a folha salarial e posteriormente contratar atletas com status de titular.

Um dos atletas sondados pelo Timão é o meia-atacante Matheus Pereira, do Al-Hilal, da Arábia Saudita. A ideia do alvinegro é trazer o jogador por empréstimo dividindo parte dos salários, dado que ele recebe cerca de R$ 3 milhões por mês.

A boa notícia para o Corinthians é que o meia tem tentado rescindir seu contrato com os árabes depois de ficar três meses sem receber salário. O vínculo atual vale até 2026, mas caso seja finalizado antes pode ajudar o alvinegro.

Segundo o portal Transfermarkt, site especializado em dados de jogadores, Matheus Pereira está avaliado em dez milhões de euros (cerca de R$55 mi). Desde 2021 no Al-Hilal, ele acumula 42 jogos e três gols. Nesta temporada, são oito partidas e nenhuma participação em gol.

Punição grave

Mesmo sabendo da situação de Pereira na Arábia Saudita, tirar o jogador do Al-Hilal não será fácil. Isso porque, o clube não pretende se desfazer de nenhum jogador no momento após sofrer um transfer ban, o que o impede de trazer novos jogadores.

Os sauditas receberam a punição da Federação de Futebol da Arábia Saudita e tentam recorrer da decisão, mas o caso ainda não foi solucionado.

A proibição de contratações não se refere a atrasos salariais ou dívidas com outros clubes. A questão recai sobre a negociação envolvendo a renovação contratual do meio-campista Mohamed Kanno, no início de 2022.

Na reta final de seu vínculo com o Al-Hilal, o meia assinou um pré-contrato com o Al-Nassr, maior rival de seu clube. Contudo, o jogador chegou a um acordo para permanecer e renovou até julho de 2025.

Diante disso, o Al-Nassr acionou a Federação Saudita com uma reclamação formal de vínculo com dois clubes diferentes e ganhou a causa. Com isso, o Al-Hilal recebeu um transfer ban de duas janelas de transferência, além de uma multa de 7,2 milhões de dólares (cerca de R$ 38 mi).

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