Rivellino resolveu ajudar e trouxe PACOTÃO de reforços para o Corinthians

O presidente Augusto Melo assumiu o comando do Corinthians prometendo um grande “choque de gestão”, o que resultou em uma grande reformulação do elenco, com a saída de jogadores bastante identificados com o clube e a chegada de sete reforços até o momento.  

Se voltarmos um pouco no tempo, mais especificamente na temporada 2004, o Corinthians também fez uma reformulação, na época comandada por Rivellino, grande ídolo do clube. 

A passagem de Rivellino como diretor de futebol do Corinthians  

No início de 2004, Roberto Rivellino, que havia assumido o cargo de diretor de futebol do Timão alguns meses antes, reformulou o elenco e contratou nada menos que 13 reforços para a temporada, que ficaram conhecidos como o “Pacotão do Rivellino”.  

Chegaram ao clube naquele período: o goleiro Fábio Costa, destaque do Santos na época; o lateral-esquerdo Julinho; o zagueiro Váldson; os volantes Rincón (identificado com clube, mas já com 37 anos), e Careca; os meias Samir, Dinelson, Adrianinho, Piá e Rodrigo “Beckham”; além dos atacantes Régis “Pitbull”, Marcelo Ramos e Rafael Silva. O comandante da equipe naquela altura era Juninho Fonseca, ex-zagueiro do Corinthians na década de 1980. 

Reformulação saiu pior do que se esperava 

Mas o pacotão de reforços não surtiu efeito, e pelo contrário, quase culminou em um rebaixamento no Campeonato Paulista daquele ano, onde o Timão permaneceu na primeira divisão graças a uma vitória do rival São Paulo, que venceu o Juventus da Mooca na rodada final da primeira fase. 

O treinador, que permaneceu no cargo por 16 jogos (5 vitórias, 3 empates e 8 derrotas) e deixou o clube após uma derrota contra o próprio São Paulo, ainda na sexta rodada do Paulista (sendo substituído por Oswaldo de Oliveira) falou sobre aquela campanha catastrófica, e afirmou que é muito difícil montar e comandar um time com tantas novidades em tão pouco tempo. 

“O mais difícil para a comissão técnica é entender em qual estágio os atletas estavam e qual seria a velocidade e o tempo que os atletas precisavam para atingirem a melhor condição de jogo. Quando chegariam naquele momento da temporada que acertariam muito e errariam muito pouco no que fariam? Outra dificuldade é compreender se o atleta contratado tem um perfil, o viés de jogar em clube grande sem muitos sobressaltos. Não é, e nunca será fácil jogar “bem” e, por um longo tempo no Corinthians”

Juninho Fonseca, em entrevista ao GE. 

Desgaste, fim da linha para Rivellino como diretor e balanço dos reforços 

No fim das contas, ainda em abril de 2004, Rivellino deixou o Corinthians, alegando a falta de reforços de peso para a equipe. 

Dos 13 reforços da temporada 2004, Fábio Costa e Dinelson foram os únicos que tiveram algum destaque dentro de campo. Por outro lado, nomes como Váldson, Careca, Piá, Régis Pitbull e Adrianinho deixaram o clube logo depois da péssima campanha do Paulista de 2004. 

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